Passo-a-passo para você definir (e atingir) as suas metas de 2022



Vamos imaginar que você é um aventureiro em busca de cumprir uma importante missão: fazer de 2022 o melhor ano da sua vida até agora . O que você precisa fazer primeiro?



Definir: “O que precisa acontecer para que 2022 tenha sido um ano incrível?”


A missão

Vamos imaginar agora que entramos em uma máquina do tempo e estamos agora no dia 31 de dezembro de 2022. Você nem consegue acreditar no quão incrível esse ano foi! Você começa a lembrar e..


Agora pare uns minutos agora para visualizar como foi o ano, quais as coisas que você conquistou, quais foram os melhores momentos. Descreva em um papel o mais detalhadamente possível (de preferência em um local que você não vá perder). Permita-se vivenciar e sentir cada emoção o mais intensamente possível, como se de fato já tivesse acontecido. Isso tem três benefícios principais:


  • Ativa a lei da atração (indiscutivelmente uma lei natural do universo)

  • Aumenta os seus níveis de motivação

  • Te Permite enxergar com mais clareza onde você quer chegar, o que facilita e muito traçar metas.


Eu não sei se você já brincou daquele jogo, que vinha em algumas revistas, em que havia um labirinto desenhado e você precisava ‘ traçar uma linha até a saída dele. Qual era a forma mais fácil de conseguir isso? Começando da saída, ou seja , de onde você queria chegar e indo em direção ao centro.


Por outro lado, você já imaginou montar um quebra cabeças de mil peças sem ter noção da imagem final? Um pouco complicado, não é mesmo? A verdade é que daria um baita de um trabalho. Por isso, você não deve começar a planejar nada sem antes entender qual o resultado esperado e onde você espera chegar com aquilo.


Bom, agora que eu já te convenci (espero) que você precisa ter a visão do todo, me diga:


O que você fez para que 2022 fosse o melhor ano da sua vida?


  • Que novos hábitos você adotou?

  • Que atitudes abandonou?

  • Que habilidades desenvolveu? Quas você aprimoirou?

  • Quem te ajudou?

  • Que cursos você fez? Que livros você leu?

  • Que lugares você frequentou?

  • Que pessoas você conheceu?

  • De que pessoas, lugares e situações você se afastou?


O herói

Pronto, agora vamos mergulhar mais fundo no fator mais importante dessa aventura: o avatar, o herói, ou seja, você.


Preste atenção: Todo e qualquer planejamento irá falhar miseravelmente se você não levar em conta a pessoa que você é com as suas individualidades, forças e fraquezas, medos, desejos e sonhos.


O seu planejamento precisa respeitar isso tudo e criar meios para que os seus medos, dificuldades e mecanismos internos de autossabotagem não travem todo o processo.



O passado deixa pistas


Agora, para descobrimos isso, vamos dar uma olhada no passado, porque ele deixa pistas importantes. Não estou falando aqui de culpa nem de autojulgamento, porque essas são coisas inúteis que não nos levam a lugar nenhum. O que foi, foi. E está tudo bem assim. Não controlamos o passado e tudo acontece por uma razão.


Mas vamos aproveitar para extrair algumas informações importantes sobre travas, bloqueios, padrões negativos repetitivos de comportamentos, ou seja, os nossos “inimigos” internos, velhos conhecidos e , portanto previsíveis, para que possamos levar para a nossa aventura armamentos e munições compatíveis e eficientes contra eles.


Lembre-se: “a única maneira de prever o futuro é criá-lo”

Vamos lá, analisando o último ano (e até os últimos anos):


  • Quais foram os maiores obstáculos que te atrapalharam de cumprir as suas metas e atingir os seus sonhos?

  • Você consegue perceber nesses obstáculos algum padrão repetitivo de comportamento? Liste-os. Como eles te atrapalham? Em que situações eles surgem?

  • Quais pensamentos geram esses comportamentos?


Sugira que escreva no centro de um papel (ou até em um site de mapas mentais como o mindmeister.com por exemplo), o comportamento, e a partir dele , quais os pensamentos e crenças que motivam esse comportamento, e quais as sensações corporais que estão relacionadas a ele.


Peço também que defina , a partir de agora o que você vai fazer (ou seja, que armas você vai levar com você) para que esses “monstros” internos não o atrapalhem de atingir as suas metas.



Não tenha medo de sair do tradicional.


Na realidade, é vital que seja algo diferente, e que você não tenha tentado antes. Afinal, “loucura é querer resultados diferentes fazendo sempre a mesma coisa”, não é?


Para cada inimigo, liste pelo menos três armas práticas que você vai usar para combatê-lo, que pode envolver pessoas, atitudes, etc.


Não se sinta triste ou culpado caso recaia no comportamento algumas vezes. Isso é perfeitamente normal . É algo que está pré programado em sua mente. Mas a beleza é que, quando você entende que não é a sua mente e nem as coisas que já fez ou viveu, você deixa de se tornar escravo de seu passado, de seus pensamentos e começa a assumir o controle da própria vida. Assim, quando você recair, apenas observe: “lá vem esses padrões internos de novo’, e corrija a rota assim que possível. A vida não é mesmo uma linha reta.


O que você vive até agora não determina os seus resultados futuros, A cada momento existe uma nova oportunidade e a liberdade de escolher novos caminhos e adotar novos padrões.


Por que estou falando de tudo isso antes de começar a falar sobre definir metas?


Porque a maioria das pessoas falha nesses pontos:

  1. Elas têm medo de definir metas e se frustrar, porque já o fizeram no passado e estão traumatizadas.


  1. Elas não têm clareza sobre o que querem e se sentem confusas ao pensar sobre isso,


  1. Elas querem controlar tudo, todas as variáveis, entender todos os passos e não entendem que, por mais que tracemos metas e façamos planos, há um fluxo natural, o fluxo da vida, que tem o seu próprio curso. Às vezes as coisas não saem mesmo como o planejado e está tudo bem assim. Não precisamos, não podemos e não devemos deixar que o medo de nos frustrar nos impeça de traçar metas e objetivos, pois eles são essenciais para vivermos a vida plena que queremos e que merecemos.



Quase toda a crença/comportamento limitante tem origem no medo


Eu acredito que, quase toda a crença/comportamento limitante tem origem no medo. Se você observar mais fundo vai encontrar o medo espreitando por trás de cada tarefa não cumprida e meta não realizada.


Medo que quê? Medo de se frustrar, medo de não ser aceito, de não atingir às próprias expectativas ou as dos outros (ou melhor, projetadas nos outros ), medo do ridículo, medo da rejeição, medo de desafiar as próprias crenças… e por aí vai.


Eu penso que todos os nossos medos se originam de um medo , o medo Original, que é o medo da morte. E o nosso, Ego, por sua vez, por projetar a própria identidade em diversas coisas externas, seja em situações, coisas ou pessoas, está sempre com medo de morrer. Para ele, cada frustração, cada decepção, cada meta não atingida , “rejeição” ou resultado não alcançado, ele encara como uma pequena (ou grande) morte .


E o que fazer frente ao medo?


A primeira coisa é identificá-lo, perceber que ele está presente em sua vida e todas as formas em que ele te atrapalha e atrapalha os seus resultados. Só de trazer luz a isso você já está um passo à frente. Está quebrando a sua identificaçao com o medo e com esse padrão de pensamento/comportamento.


O segundo passo, é aceitar que ele está presente naquele momento, de nada adianta negarmos as nossas emoções. Todas as emoções estão ok e existem para serem sentidas, porém não para nos identificarmos com elas.


A terceira coisa é perguntar se há algo importante ou útil nesse sentimento. Às vezes, o medo está te sinalizando que há algo ali que você precise considerar, algo que você tenha esquecido ou que esteja negligenciando. Tire alguns instantes para escutar o que ele tem a te dizer e tirar as suas próprias conclusões..


O quarto passo é se perguntar: “e si.. ?”.


A imensa maioria dos nossos medos que geram inúmeros bloqueios tem origem em medos irracionais, infundados ou exagerados.


Crie o hábito de se perguntar: o que de pior pode acontecer se eu fizer tal coisa?


Digamos que você esteja adiando fazer um trabalho para a faculdade, entregar um relatório, ou contratar uma nova pessoa, gravar um vídeo ou qualquer coisa relacionada.


Se pergunte: o que eu de fato evito quando eu evito fazer essa tarefa? De que dor, real ou inventada, esse comportamento está tentando me proteger?


Observe esse diálogo interno , visando trazer luz ao comportamento autossabotador:

-Eu não quero fazer essa tarefa porque é chata (leia-se: me causa algum tipo de dor)

- E o que aconteceria se você fizesse?

- Eu poderia me frustrar. Ela poderia não ser feita tão boa quanto eu espero, e eu me sentiria uma farsa.

-E se você fizer a tarefa, você se frustrar e se sentir uma farsa, o que de terrível poderia acontecer?

-Eu não seria amado nem aceito.

-Quem não iria te amar ou aceitar?

-Os meus pais.

- E se os seus pais não te amassem?


Continue perguntando “e si” até que surja um momento de lapso mental, um espaço vazio em que a mente não consiga preencher com mais respostas, Ao atingir este patamar você terá chegado na crença central, que está gerando esse comportamento.



Objetivo subconsciente da procrastinação


Veja agora como faz todo sentido. Nesse caso, o padrão de adiar a tarefa tem um objetivo nobre subconsciente , te proteger de não ser amado nem aceito pelos seus pais. Você pode ter crescido e até saber racionalmente que isso não é realista, mas a sua mente subconsciente não sabe. E na maioria das vezes é ela que está no comando.


É importante estarmos atentos às essas crenças para que possamos ter uma mudança eficaz, porém há de se ter em mente que são crenças profundamente arraigadas e, principalmente quando se trata de um padrão muito repetitivo, pode ser que leve algum tempo para se atingir um patamar satisfatório e você provavelmente não vai querer que suas metas precisem esperar por isso.


O que fazer então?


É por isso que é importante criar estratégias que te impeçam de boicotar o seu próprio sucesso. Liste tudo o que você pode fazer para te dar um suporte enquanto não consegue se livrar dessas crenças.


  • Que pessoas podem te ajudar?

  • Tenho condições de contratar alguém para me dar apoio nisso? Um personal trainer, por exemplo, caso o seu objetivo seja ter uma frequência maior na academia,um assistente (nem que seja remoto) caso a sua dificuldade seja na execuçao de tarefas..

Sei que muitas vezes só pensamos no custo disso e achamos que é luxo e/ou que não merecemos ou podemos, mas quanto te custa não conseguir fazer essas coisas? Como a sua vida seria melhor se você conseguisse realizar essas tarefas e atingir essas metas? Qual o valor que esse resultado tem para você? Não se esqueça de levar essas coisas em conta.

Caso contratar alguém para te ajudar esteja realmente fora do seu orçamento, será que não teria algum amigo que poderia te ajudar? Ou um grupo que você possa frequentar?


De repente, você poderia dar suporte a outras pessoas e elas fazerem o mesmo por você. Afinal, a vida é feita de trocas.



É melhor focar em fortalecer os seus pontos fortes


Lembre-se: é importante trabalhar os nossos pontos fracos, mas isso normalmente custa tempo e dinheiro.


É muito mais inteligente e dá muito mais resultado focar em maximizar e potencializar os seus pontos fortes e ter outras pessoas te ajudando com seus pontos fracos. Assim, você estará multiplicando a sua potencialidade e certamente conseguirá ir muito mais longe,



Agora sim, vamos à parte das definições de metas em si. Eu imagino que a este ponto você já tenha entendido que definir as metas em si não é nem de longe a tarefa mais difícil e sim superar os seus próprios sabotadores, bloqueios e travas internos.



Toda a meta bem definida precisa conter os seguintes elementos:


Ela precisa ser específica, mensurável, atingível e ter um tempo definido (não adianta dizer apenas que quer emagrecer, por exemplo. É importante definir quantos quilos especificamente se deseja perder e em quanto tempo).

Além disso, obviamente , a meta precisa ser relevante para VOCÊ. De nada vai adiantar espelhar as minhas metas no outro, porque o outro tem o seu próprio caminho, o seu próprio propósito, as suas motivações, o seu jeito de ser e de ver o mundo.



Conexão ao propósito


Eu ainda acrescentaria que as suas metas devem estar conectadas ao seu propósito e ao seu sentido de vida. Senão você corre o risco de estar traçando um excelente caminho… para uma vida que não é a sua! E que , ao atingir as suas metas, não se sinta verdadeiramente preenchido.


Não se bloqueie, porém se ainda não conseguiu entender e definir o seu propósito com clareza. Deixe a sua intuição guiar. Se lembre de quem você era quando criança, quais seus medos, quais os seus momentos mais felizes.


Normalmente o passado te dá pistas importantes da pessoa que você realmente quer ser, porém foi negligenciando ao longo do tempo , se moldando as expectativas alheias e aos acontecimentos externos.



O que te deixa "em flow"?


Dê esse passo para trás. Lembre-se dos seus marcos de infância, dos seus melhores momentos. O que você estava fazendo? O que aconteceu?

Considere também tudo aquilo que te deixa em estado de fluxo, ou seja “em flow” . Estado de fluxo, ou “flow” é tudo aquilo que, quando estamos fazendo, nos conectamos tanto ao momento presente e à atividade que não vemos o tempo passar. As coisas simplesmente fluem.


As suas metas não podem deixar de incluir aquilo pelo que a sua alma grita ou aquilo que te deixa em flow, porque sem isso você corre um sério risco de sentir que a sua vida está vazia, sem sentido, ou que você está sempre sem energia. Já sentiu isso?



E agora, qual o próximo passo?


Pois bem, agora que você já tem uma boa ideia de como quer que seja o seu ano dos sonhos, já visualizou a si mesmo atingindo (e comemorando) os seus objetivos , já fez uma autoanálise e um raio x completo dos seus sabotadores internos, já criou um plano de contingência contra eles, já entendeu como deve ser uma meta bem definida e já se conectou um pouco mais com o seu propósito, você já está muito mais próximo de estabelecer metas atingíveis para o seu ano.


Se você chegou até aqui, Comemore!


Agora, vou te falar o caminho que gosto de usar para tirar as metas da minha cabeça e transformá-las em um plano concreto.


Esvaziar, capturar, conectar, organizar


A primeira coisa é esvaziar para que consiga visualizar. Digamos que você esteja com uma bolsa ou sacola completamente desorganizada e que você esteja procurando suas chaves dentro dela, por exemplo. Dá um trabalhão, não é?


Muito mais fácil seria se você esvaziasse todo o conteúdo e pudesse visualizar com mais clareza o que está dentro.


Existem inúmeras formas de fazer isso. O ideal é que nesse momento inicial você vá apenas capturando o que está em sua mente sem muito julgamento, deixe isso para uma segunda etapa, para não impedir o fluxo natural de ideias e criatividade. Anote tudo o que vier na sua cabeça, até os objetivos mais malucos e mirabolantes!. Não se preocupe em ser raional agora, Nós vamos fazer uma curadoria mais tarde.



Considere os papeis que você exerce



Uma coisa que eu gosto de fazer e que funciona muito bem é usar o mindmeister.com para criar um mapa mental em que eu coloco meu nome no centro e vou puxando subtópicos com cada área da minha vida que é importante para mim ( saúde, finanças, profissional, espiritual, relacionamentos…) e todos os papéis mais importantes que eu desempenho

( filha, irmã, neta, mãe de cachorro, empreendedora, médica, escritora, por exemplo).


E então eu me conecto comigo mesma e faço uma análise, para cada um deles, onde eu estou x onde eu pretendo chegar . Vou escrevendo algumas palavras soltas mesmo que vão vindo em minha mente relacionadas a cada tema, tudo aquilo que eu penso em fazer , objetivos que pretendo atingir.

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E então, depois que eu termino, faço uma análise, vou retirando o que não faz sentido, definindo melhor algumas coisas.



Separe projetos em uma lista de projetos


Pego esse mapa que foi construído e começo a destrinchar, separar o que é um projeto (uma sequência de ações com resultado definido a ser atingido) de simples tarefas.


Coloco as tarefas em uma lista de tarefas (gosto de usar o Evernote, mas tem várias outras opções) e os projetos em uma lista de projetos. Observando os projetos que tenho em mente, vejo quais os objetivos principais daqueles projetos que estavam em minha cabeça, ou seja, que metas eles se propõem a atingir e se elas de fato fazem sentido para mim neste momento. Se não fizerem, descarto ou coloco em uma lista de talvez/algum dia.


Para aqueles que fazem sentido, tento definir a meta clara que está por trás deles, cuidando para que sejam metas específicas, mensuráveis, atingíveis em um tempo definido e relevantes para mim e para o meu propósito de vida.



Ao final disso você terá:


  • Uma lista de metas - tente não ficar com muitas, senão você poderá não dar conta de tudo e se sentir perdido sem saber como começar- de 3 a 4 metas para cada área ou papel são mais que suficientes,


  • Uma lista de projetos, que servem justamente para atingir às metas definidas. De nada valem metas sem estabelecer projetos para realizá-las. Do contrário, você estará correndo um sério risco de gerar apenas frustração.


Para cada projeto estabelecido, é importante ter uma sequência de próximas ações executáveis ou pelo menos, e preste muita atenção nisso,a próxima ação física, “palpável’ a ser realizada para gerar algum avanço naquele projeto.



Como estabelecer a próxima ação?


Digamos que a próxima etapa daquele projeto seja tomar alguma decisão, porém essa não é uma ação física.


Se pergunte: qual o próximo passo para que eu possa tomar essa decisão?

  • Seria pesquisar algo na internet?

  • Conversar com alguma pessoa?

  • Mandar um e-mail?

  • Visitar algum lugar?

Definindo isso terá uma ação clara a realizar , que deverá estar escrita em algum lugar FORA da sua mente , em uma lista de próximas ações, junto com um lembrete em que você possa confiar.

Assim, você terá uma lista de ações com que poderá trabalhar e evitará a sobrecarga gerada pelo looping mental das tarefas e projetos indefinidos/não esclarecidos,

evitando descargas repetidas de frustração e ansiedade, permitindo que cumprir as suas metas se tornem algo mais leve e realizável.


Obs: essa parte da definição de projetos e lista de próximas tarefas foi retirada do livro “A Arte de Fazer Acontecer” de David Allen.


Seguindo esse passo-a-passo tem em mãos um mapa muito bem feito das suas metas e objetivos do ano. Claro que a intenção desse texto não foi esgotar todo o assunto sobre definição e execução de metas, já que é um conteúdo muito extenso.


Fique atento, em breve vou postar mais alguns passos que você pode seguir para arrasar no cumprimento de tarefas, atingir as suas metas e fazer de 2022 o melhor ano da sua vida!

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